Dra. Gabriela Chaim – Saúde da mulher em Goiânia – GO

A reposição hormonal em ginecologia é um tema relevante e extremamente buscado, tanto por mulheres que estão entrando na menopausa quanto por aquelas que passam por sintomas mais precoces, como a síndrome do ovário policístico (SOP) ou a diminuição hormonal acelerada.

Longe de ser uma doença, é um processo biológico que traz consigo uma série de mudanças físicas e emocionais, resultantes da diminuição da produção hormonal pelos ovários. Embora seja uma transição universal, a experiência da menopausa é única para cada mulher, variando em intensidade e tipo de sintomas.

Por muito tempo, a menopausa foi um tema envolto em tabus e desinformação, o que gerava ansiedade e sofrimento desnecessário. No entanto, com o avanço da medicina e a crescente conscientização, hoje temos um entendimento muito mais claro sobre essa fase, suas implicações e as diversas opções disponíveis para um manejo eficaz dos sintomas, permitindo que as mulheres vivam essa transição com saúde e bem-estar.

Este texto explora em detalhes o que é reposição hormonal, quando ela é indicada, seus benefícios, riscos, tipos de hormônios utilizados, formas de administração e cuidados essenciais para um tratamento seguro e eficaz.

Quem sou eu?

Eu sou a Dra Gabriela Chaim, médica, uma profissional apaixonada por compreender e cuidar da transformação que marcam cada fase da vida da mulher, e a MENOPAUSA é, sem duvida, uma das mais significativas. Cuido da saúde da mulher com muito carinho e competência, confesso essa paixão ja me rendeu muitas horas de estudo e noites em claro tudo para oferecer o melhor acompanhamento possível as minhas pacientes.

Acredito que a menopausa não deve ser vista como um fim, mas como um novo começo, uma fase que merece ser vivida com bem-estar, autoconfiança e qualidade de vida. Por isso, dedico-me a individualizar o tratamento, considerando as necessidades, expectativas e o estilo de vida de cada mulher.

Cuidar da mulher nessa etapa é, para mim, mais do que uma pratica médica, é um compromisso com o equilíbrio, a vitalidade e a valorização de cada fase da vida da mulher.

Em meu dia a dia sou rodeada por mulheres fortes e inspiradoras o que me faz ser mais apaixonada ainda pela minha profissão e trabalhar com mulheres assim é saber o quanto somos resilientes e poderosas. E foi assim que me tornei especialista em climatério e menopausa.

Criei planos personalizados de acompanhamento, que nasceram da vontade de estar mais presente na jornada das minhas pacientes, gerando confiança, continuidade e resultados reais. Nos meus acompanhamentos, construímos juntas um tratamento com base em exames, sintomas e objetivos de vida. O foco é devolver sua qualidade de vida e sua autoestima.

Vamos entender sobre climaterio e menopausa?

Climatério é a fase de transição, onde se iniciam os principais sintomas de fogachos, mudanças de humor (onde a maioria das vezes a paciente não se encontra, não se identifica como era antes), insônia, importante falar que nessa a fase a mulher menstrua e as vezes pode variar entre pouco ou medio fluxo, entre menstruações continuas mensais ou não. Essa fase pode começar a partir dos 40 anos e durante essa fase a mulher pode engravidar. É importânte sempre ser avaliada por um profissional habilitado.

Esta fase é caracterizada por uma produção hormonal irregular dos ovários, com flutuações nos níveis de estrogênio e progesterona.

Menopausa é a ultima menstruação diagnosticada após 12 meses sem menstruar, os sintomas climatéricos podem continuar e podem surgir outros, ate mesmo dor óssea intensa, cólicas. Essa é a fase onde mais a mulher precisa de atenção. Pois os sintomas começam a ser intensos.

Neste ponto, os ovários cessaram a produção de estrogênio e progesterona de forma significativa.

Sintomas da Menopausa

Os sintomas da menopausa são variados e resultam principalmente da diminuição dos níveis de estrogênio no corpo. A intensidade e a combinação dos sintomas podem ser muito diferentes de uma mulher para outra. Estima-se que mais de 50 sintomas possam estar associados a essa fase:

1. Sintomas Vasomotores

Ondas de Calor (Fogachos): São o sintoma mais conhecido e frequente, afetando cerca de 75% das mulheres. Caracterizam-se por uma sensação súbita e intensa de calor que se espalha pelo corpo, principalmente no rosto, pescoço e tórax, acompanhada de suores e, por vezes, palpitações. Podem durar de segundos a vários minutos e ocorrer várias vezes ao dia ou à noite.

Suores Noturnos: Ondas de calor que ocorrem durante o sono, podendo ser tão intensas a ponto de encharcar a roupa de cama e interromper o sono.

2. Alterações no Ciclo Menstrual

Irregularidades Menstruais: Antes da menopausa, na perimenopausa, os ciclos menstruais tornam-se irregulares, com variações na duração, intensidade do fluxo e frequência. Podem ocorrer períodos mais curtos, mais longos, mais intensos ou mais leves, até a cessação completa.

As vezes durante o inicio da reposicao hormonal em pacientes que ja estão na menopausa, aquela ultima menstruação que veio ha 12 meses atras, é normal que tenha sangramentos. Porem com ajuda medica especializada é possível manejar esse sintoma. Pois é nessa fase que muitas abandonam o tratamento, por falta desse apoio e segurança profissional.

3. Sintomas Urogenitais

-Secura Vaginal: A diminuição do estrogênio leva ao afinamento e ressecamento da mucosa vaginal, causando desconforto, coceira, ardência e dor durante as relações sexuais (dispareunia). Tenho tratamentos para essa queixa em meu consultorio, o que estou beneficiando muitas mulheres a passarem por essa fase.

Atrofia Urogenital: Além da secura, pode haver atrofia dos tecidos da vagina e da uretra, aumentando a frequência de infecções urinárias e a urgência miccional. Conseguimos reverter esse incômodo, pois eu entendo o quanto é ruim esta em um supermercado ou academia e sujar a roupa com urina, seja por um peso ou ate urgência miccional.

Diminuição da Libido: A queda hormonal pode afetar o desejo sexual em algumas mulheres.

4. Alterações Psicológicas e Emocionais

Variações de Humor: Irritabilidade, ansiedade, tristeza e mudanças repentinas de humor são comuns devido às flutuações hormonais.

Dificuldade de Concentração e Memória: Algumas mulheres relatam problemas de memória e dificuldade em se concentrar.

Distúrbios do Sono: Insônia, dificuldade para iniciar ou manter o sono, muitas vezes agravados pelos suores noturnos.

5. Outros Sintomas

Cansaço e Fadiga: Sensação persistente de cansaço e falta de energia.

-Ganho de Peso: A mudança hormonal pode levar a uma redistribuição da gordura corporal, com tendência ao acúmulo na região abdominal, e dificuldade em perder peso.

Dores Articulares e Musculares: Dores nas articulações e músculos são queixas frequentes.

-Alterações na Pele e Cabelo: A pele pode ficar mais seca e menos elástica, e os cabelos podem se tornar mais finos e quebradiços.

-Osteopenia/Osteoporose: A longo prazo, a deficiência de estrogênio aumenta o risco de perda de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.

É importante lembrar que nem todas as mulheres experimentarão todos esses sintomas, e a intensidade pode variar. Listei os principais mas em literatura ja vimos ate 200 sintomas. O acompanhamento médico é fundamental para um diagnóstico preciso e para a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.

Diagnóstico da Menopausa

O diagnóstico da menopausa é, na maioria das vezes, clínico e baseado na observação dos sintomas e na ausência de menstruação. Para mulheres na faixa etária esperada (entre 45 e 55 anos) que apresentam os sintomas característicos e não menstruam há 12 meses consecutivos, o diagnóstico é geralmente confirmado sem a necessidade de exames laboratoriais extensivos.

No entanto, em algumas situações, especialmente quando os sintomas são atípicos, a menopausa ocorre em idade mais jovem (antes dos 40 anos, menopausa precoce) ou para diferenciar de outras condições, o médico pode solicitar exames complementares:

1. Exames de Sangue

Os exames de sangue são utilizados para medir os níveis hormonais e podem incluir:

Hormônio Folículo-Estimulante (FSH): Os níveis de FSH aumentam significativamente durante a menopausa, pois o corpo tenta estimular os ovários a produzir estrogênio, que já estão falhando.

Estradiol (um tipo de estrogênio): Os níveis de estradiol diminuem drasticamente na menopausa. A dosagem pode ser útil para confirmar a baixa produção ovariana.

Hormônio Luteinizante (LH): Os níveis de LH também podem estar elevados, acompanhando o aumento do FSH.

-Hormônio Antimülleriano (AMH): Este hormônio é produzido pelos folículos ovarianos e seus níveis diminuem à medida que a reserva ovariana se esgota. Pode ser útil para avaliar a reserva ovariana e prever a proximidade da menopausa, especialmente em casos de menopausa precoce.

Hormônio Tireoestimulante (TSH): Exames de tireoide podem ser solicitados para descartar problemas na tireoide, cujos sintomas podem mimetizar os da menopausa.

2. Outros Exames

-Ultrassonografia endovaginal: Pode ser realizada para avaliar o útero e os ovários, verificando o tamanho e a presença de folículos, o que pode ajudar a confirmar a diminuição da atividade ovariana [10].

Densitometria Óssea: É um exame importante para avaliar a densidade mineral óssea e rastrear a osteoporose, uma complicação comum da menopausa devido à deficiência de estrogênio [10].

É importante ressaltar que o diagnóstico da menopausa é um processo que envolve a avaliação clínica completa, e a interpretação dos exames deve ser feita por um médico, que considerará o quadro geral da paciente para confirmar a condição e propor o melhor plano de manejo.

O que é a reposição hormonal?

A reposição hormonal (ou terapia de reposição hormonal — TRH) é um tratamento indicado por ginecologistas para repor hormônios naturais do corpo que estão em níveis mais baixos do que o indicado para a idade ou fase de vida da mulher. Frequentemente, esses hormônios incluem estrogênio, progesterona e, em alguns casos, testosterona.

A intervenção visa restabelecer um equilíbrio hormonal mais próximo do fisiológico, com o objetivo de:

  • Reduzir sintomas da menopausa
  • Proteger a saúde óssea
  • Melhorar o bem-estar físico e emocional
  • Minimizar os efeitos do envelhecimento

Por que os hormônios caem com o tempo?

1 Menopausa

A menopausa, em geral, ocorre entre 45 e 55 anos. Nesse período, há uma queda abrupta na produção de estrogênio e progesterona pelos ovários. Essa mudança hormonal causa sintomas que podem variar de leves a intensos.

2 Perimenopausa

Fase de transição que antecede a menopausa, normalmente entre 40 e 45 anos, caracterizada por ciclos menstruais irregulares, alterações de humor, ondas de calor, alterações no padrão do sono, secura vaginal, redução da fertilidade.

Nesse período podem ocorrer ciclos que duram mais de 7 dias, com o passar do tempo esse intervalo pode passar 60 dias e aumentar ate que não ocorra menstruação durante 12 meses. Já tive pacientes que esse período durou 5 anos.

3 Outros fatores

Doenças, cirurgias que removem ovários (ooforectomia), tratamentos como quimioterapia ou radioterapia, e condições como SOP também podem levar a um déficit hormonal precoce.

Indicações para início da TRH

Um ginecologista poderá recomendar a TRH em situações como:

  1. Presença de sintomas intensos: ondas de calor, insônia, irritabilidade, depressão, secura vaginal, diminuição da libido.
  2. Exames hormonais alterados: níveis baixos de estradiol, aumento de FSH (hormônio folículo-estimulante).
  3. Risco aumentado de osteoporose: menopausa precoce ou fatores de risco adicionais (histórico familiar, baixa densidade óssea).
  4. Qualidade de vida comprometida: quando os sintomas afetam a rotina, relacionamentos ou vida profissional.
  5. Sem contraindicações: avaliação médica prévia descarta câncer de mama, tromboses, doenças hepáticas graves ou sangramento uterino inexplicado.

Benefícios comprovados da reposição hormonal

A TRH proporciona uma série de vantagens, especialmente quando o tratamento é indicado e monitorado por um profissional capacitado:

1 Alívio dos sintomas vasomotores

Ondas de calor e suores noturnos são reduzidos em até 75% com o uso regular de estrogênio bem acompanhado de progesterona. A sensação de “suor e calor repentinos” é a queixas mais frequente durante a menopausa.

2 Melhor qualidade do sono & humor

Mulheres em tratamento relatam melhor qualidade do sono, maior estabilidade emocional e diminuição da ansiedade e irritabilidade.

3 Libido e saúde sexual

A TRH ajuda a aumentar o desejo sexual, recuperando sensibilidade e desejo em muitas pacientes. Também reduz a secura vaginal, tornando a relação sexual mais confortável.

Embora não seja terapêutica para doenças cardíacas, a TRH pode ajudar a prevenir o aumento do colesterol LDL (“ruim”) e a queda do HDL (“bom”) típicos da menopausa, se iniciada adequadamente.

4 Saúde cardiovascular

5 Proteção dos ossos

A queda do estrogênio acelera a perda de massa óssea — a TRH age prevenindo a osteopenia ou osteoporosis, reduzindo o risco de fraturas.

Tipos de hormônios utilizados & formulações

1 Estrogênios

  • Estradiol: principal forma utilizada, disponível em cápsulas, adesivos, géis, cremes vaginais, implantes hormonais pallets.
  • Conjugados equinos: menos usados no Brasil, comuns nos EUA.

2 Progesterona e progestágenos

  • Usados para proteger o endométrio quando há o uso de estrogênio sistêmico.
  • Pode ser micronizada (mais semelhante ao natural) ou sintética (nome comercial).
  • Atua no ciclo menstrual, previne hiperplasia e câncer endometrial.

3 Testosterona

  • Indicada quando há queixa de baixa libido persistente, massa muscular reduzida, fadiga.
  • Seu uso deve ser criterioso, com monitorização a cada 3–6 meses.

4 Terapias combinadas

  • Estrogênio + progesterona: versão mais segura quando a mulher ainda tem útero.
  • Estrogênio isolado: pode ser usado após histerectomia (remoção do útero).

5 Outras formas de tratamento coadjuvante

  • Nutrição personalizada
  • Exercício físico
  • Acompanhamento médico individualizado
  • Terapias comportamentais
  • Uso de lubrificantes
  • Laser íntimo
  • Uso de suplementação: Cálcio, vitamina D, creatina, coenzimaQ10, Ômega 3 entre outros..

Formas de administração 

  • Via oral (cápsulas)
  • Transdérmica (adesivo/gel/spray)
  • Vaginal (creme, comprimido)
  • Subcutânea (implante hormonal)

Dosagem e início da TRH

1 Avaliação médica

  • Exame físico, histórico médico, mamografia, densitometria óssea, perfil lipídico e hormonal.
  • Avaliação de riscos pessoais (trombose, câncer, doenças cardiometabólicas).

2 Início precoce ou tardio?

  • O “momento terapêutico ideal” é entre os 50 e 59 anos ou até dez anos após a menopausa. Nesse período, os benefícios superam amplamente os riscos ou em caso da paciente ainda ter os principais sintomas.
  • Iniciar muito após a menopausa pode exigir cuidados redobrados (avaliação cardiometabólica, screening cardiovascular).

3 Dosagens

  • Baixa dose: útil para sintomas leves ou para pacientes que já são mais de idade.
  • Dose padrão: recomendada para sintomas moderados a intensos.
  • A dosagem é ajustada conforme resposta aos sintomas e exames subsequentes.

Riscos e efeitos colaterais

Embora frequentemente segura, a TRH não é isenta de riscos. Estes podem ser minimizados com seleção adequada das candidatas, monitorização e uso da dose eficaz mínima.

1 Aumento do risco de câncer de mama

  • A combinação estrogênio + progesterona pode elevar levemente o risco após 5 anos de uso; esse risco reverte após 3–5 anos de interrupção.
  • O estrogênio isolado, em pacientes sem útero, não demonstra esse aumento significativo.

2 Tromboembolismo venoso

  • Risco maior em uso de hormônios orais, especialmente em mulheres com histórico de tromboses ou fatores hereditários.
  • Via transdérmica tem menor impacto nesse risco.

3 AVC e infarto

  • Estrogênio isolado ou em combinação pode elevar levemente o risco em mulheres acima de 60 anos ou com risco cardiovascular. Avaliação individual é essencial.

4 Sintomas menores

  • Inchaço, sensibilidade mamária, náuseas, dor de cabeça no início do tratamento. Geralmente passam em 2–3 meses.

Quando evitar a reposição hormonal

Contraindicações absolutas incluem:

  • Câncer de mama ativo ou recente 
  • Sangramento uterino inexplicado
  • Trombose venosa ativa ou predisposição
  • Doença hepática grave
  • Gravidez

Cautela deve ser usada em:

  • Migrânea com aura
  • Diabetes descontrolada
  • Hipertensão ou colesterol elevado sem controle

Monitoramento durante a TRH

  • Reavaliação clínica a cada 3–6 meses no primeiro ano, depois anualmente.
  • Mamografia: anual (mulheres de 40–75 anos, com histórico familiar ou fatores de risco).
  • Densitometria óssea: a cada 5 anos para quem iniciou tratamento precoce ou tem risco.
  • Exames de sangue (TSH, lipídios, glicemia, função hepática): conforme histórico clínico.

TRH e qualidade de vida

Estudos mostram que a reposição hormonal melhora a qualidade de vida em mais de 85% das usuárias, reduzindo sintomas físicos e emocionais — fator que influencia positivamente bem-estar geral, produtividade no trabalho e vida social.

Opções alternativas ou complementares

Para quem não pode ou não quer fazer TRH, há opções, mas com eficácia variável:

  • Atividade física: reduz ondas de calor e melhora o humor.
  • Fitoterápicos: isoflavonas os resultados são modestos e variáveis.
  • Antidepressivos e anticonvulsivantes: usado para sintomas vasomotores se a TRH estiver contraindicada.
  • Lubrificantes e hidratantes vaginais: para secura e desconforto local.

Apesar disso, nenhum substituto oferece proteção óssea e benefício cardiovascular tão consistente quanto a TRH.

Como escolher o profissional e clínica

  • Busque por médicos especializados ou com experiência em menopausa e endocrinologia hormonal feminina.
  • Verifique se há rotina de exames, histórico de resultados e adaptação individual do tratamento.
  • Prefira clínicas que discutem benefícios, riscos e alternativas de forma transparente.
  • Informe-se sobre custos, planejamento de adesão (nos horários, formas e ajustes) e canal de comunicação para dúvida

Conclusão

A reposição hormonal em ginecologia é uma ferramenta terapêutica eficaz e segura, quando bem indicada e acompanhada. Seus benefícios se estendem desde alívio de sintomas até a prevenção de doenças crônicas relacionadas ao déficit hormonal.

Este guia completo tem como objetivo informar, acolher e inspirar. A reposição hormonal é um caminho que pode transformar a experiência da mulher na menopausa, devolvendo energia, saúde e bem-estar.

Com acompanhamento adequado, decisões fundamentadas e suporte contínuo, a qualidade de vida pode — e deve — caminhar junto com os anos. Te convido a compartilhar sua experiencia comigo, para que eu consiga enriquecer ainda mais o blog e assim ajudar mais mulheres.

Antes de finalizarmos gostaria de deixar novamente as principais queixas que eu mais recebo em meu consultório:

  • Fogachos 
  • Suores noturnos 
  • Rubor facial
  • Ansiedade/ irritabilidade/ depressão/ alterações de humor/ fadiga mental/ esquecimento/ dificuldade de concentração/ diminuição da autoestima
  • Ressecamento vaginal: em meu plano de acompanhamento está incluído esse tratamento com as tecnologias mais modernas
  • Sensação de queimação na região intima Perdas urinarias de esforços e urgências Infecções urinarias recorrentes
  • Coceira vaginal 
  • Diminuição do desejo sexual 
  • Dores articulares/ musculares/ perda de massa muscular/ fraqueza física -> risco aumentado de fraturasGanho de peso, Hipertensão arterial 
  • Ressecamento da pele/ afinamento da pele/ queda de cabelo/ zumbido no ouvido/ dores de cabeça.
  • Gostaria de deixar escrito que você não estará sozinha nessa jornada.

Principais pontos para lembrar:

  1. Não é indicada para todas, mas pode transformar qualidade de vida.
  2. O acompanhamento médico especializado é fundamental.
  3. A escolha da via, dose e duração do tratamento deve ser personalizada.
  4. Riscos existem, mas são controláveis.
  5. Há alternativas, porém sem a mesma eficácia ampla da TRH.

Referências e sugestões de leitura

  • Manual da Sociedade Brasileira de Climaterio – AMB/Sogesp.
  • “Menopause Management” – Endocrine Society Guidelines, 2022.
  • Artigos recentes sobre TRH, riscos e benefícios em periódicos como The Lancet e Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
  • O cérebro e a menopausa

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