Dra. Gabriela Chaim – Saúde da mulher em Goiânia – GO

A histeroscopia é um exame ginecológico minimamente invasivo, fundamental para avaliar e tratar alterações intrauterinas. Utilizada tanto de forma diagnóstica quanto cirúrgica, essa técnica permite a observação direta do interior do útero com grande precisão, promovendo mais segurança e eficácia no cuidado com a saúde feminina.

Aqui você vai entender em detalhes:

  • O que é a histeroscopia;
  • Diferenças entre a histeroscopia diagnóstica e cirúrgica;
  • Indicações mais comuns;
  • Como é feito o procedimento;
  • Benefícios, cuidados e contraindicações.

Quem sou eu?

Sou Dra Gabriela Chaim, médica, entusiasta da saúde feminina, hoje meu enfoque é cuidar da saúde da mulher com empatia, respeito e embasamento científico. 

 O que é histeroscopia?

A histeroscopia é um procedimento ginecológico que utiliza um instrumento chamado histeroscópio — um tubo fino e com câmera — para acessar e visualizar diretamente o interior da cavidade uterina. Isso permite ao especialista:

  • Investigar causas de sangramentos anormais;
  • Avaliar alterações detectadas por exames como ultrassonografia transvaginal;
  • Realizar pequenas cirurgias, como retirada de pólipos ou miomas submucosos.

A histeroscopia pode ser realizada de forma ambulatorial (sem necessidade de internação), com recuperação rápida e alta segurança.

Tipos de histeroscopia

1. Histeroscopia diagnóstica

É utilizada para observar o interior do útero e identificar alterações anatômicas ou causas de sintomas. É considerada um exame complementar, muitas vezes solicitado após ultrassonografias ou antes de tratamentos ginecológicos.

2. Histeroscopia cirúrgica

Nesse caso, além da visualização, o histeroscópio é acoplado a instrumentos que permitem realizar procedimentos terapêuticos no útero, como retirada de lesões, aderências ou biópsias.

Quando a histeroscopia é indicada?

A histeroscopia é recomendada em diversas situações ginecológicas. Veja as principais indicações:

Histeroscopia diagnóstica:

  • Sangramento uterino anormal;
  • Pós-menopausa com sangramento;
  • Suspeita de pólipos endometriais;
  • Avaliação de miomas submucosos;
  • Investigação de infertilidade;
  • Avaliação da cavidade uterina antes de tratamentos de fertilidade;
  • Presença de endométrio espessado em exames de imagem;
  • Suspeita de aderências (sinéquias uterinas).

 Histeroscopia cirúrgica:

  • Retirada de pólipos ou miomas submucosos;
  • Lise de sinéquias (aderências);
  • Ressecção de septo uterino;
  • Remoção de corpo estranho (como DIU deslocado);
  • Biópsia dirigida;
  • Tratamento de hiperplasia endometrial (em casos selecionados).

Como é feito o exame?

Histeroscopia diagnóstica:

  • Ambiente: geralmente feita em clínica especializada.
  • Anestesia: na maioria dos casos, não é necessária anestesia geral; pode-se usar analgesia simples ou anestesia local, dependendo da sensibilidade da paciente, sedação em ambiente hospitalar.
  • Duração: dura cerca de 5 a 15 minutos.
  • Técnica: o histeroscópio é inserido pela vagina, atravessando o colo do útero até alcançar a cavidade uterina, sem necessidade de cortes. Um líquido (geralmente soro fisiológico) é utilizado para distender o útero e facilitar a visualização das estruturas.

Histeroscopia cirúrgica:

  • Ambiente: realizada em centro cirúrgico ambulatorial ou hospitalar.
  • Anestesia: pode exigir sedação ou anestesia geral leve.
  • Duração: varia de acordo com o procedimento, geralmente entre 20 e 60 minutos.
  • Técnica: após distensão do útero, são inseridos instrumentos delicados acoplados ao histeroscópio, permitindo a remoção ou correção das alterações intrauterinas.

O que a histeroscopia pode identificar?

O exame permite diagnosticar condições que podem não ser visíveis em exames de imagem convencionais, como:

  • Pólipos endometriais: pequenos crescimentos benignos na mucosa uterina.
  • Miomas submucosos: tumores benignos que crescem para dentro da cavidade do útero.
  • Sinéquias uterinas: aderências que podem causar infertilidade ou alteração do fluxo menstrual.
  • Septos uterinos: alterações congênitas do útero que podem interferir na fertilidade.
  • Hiperplasia endometrial: espessamento anormal do endométrio.
  • Cavidade uterina irregular: por alterações anatômicas, processos inflamatórios ou cirurgias prévias.

Benefícios da histeroscopia

  • Diagnóstico preciso e visual: por meio da imagem direta da cavidade.
  • Procedimento minimamente invasivo
  • Recuperação rápida
  • Poucos efeitos colaterais
  • Evita cirurgias maiores em muitos casos
  • Permite diagnóstico e tratamento em um só procedimento, quando cirúrgica.

Antes da histeroscopia: orientações

  • O procedimento deve ser agendado fora do período menstrual.
  • Pode ser necessário realizar exames prévios, como beta-hCG para descartar gravidez.
  • Informe ao médico sobre o uso de anticoagulantes ou histórico de cirurgias uterinas.
  • Em alguns casos, o profissional pode prescrever medicações para facilitar o acesso ao colo do útero.

Cuidados após o exame

Após a histeroscopia, a maioria das pacientes pode retornar às suas atividades normais no mesmo dia ou no dia seguinte.

Efeitos leves e esperados:

  • Cólicas leves (semelhantes às menstruais)
  • Pequeno sangramento vaginal
  • Sensação de inchaço abdominal transitória

Se houver sintomas como febre, dor intensa ou sangramento intenso, é importante entrar em contato com a equipe médica.

Riscos e contraindicações

A histeroscopia é considerada um procedimento seguro, mas como toda intervenção médica, apresenta possíveis riscos:

Riscos (raros):

  • Perfuração uterina
  • Infecção (endometrite)
  • Sangramento excessivo
  • Reações ao líquido distensor

Contraindicações:

  • Gravidez confirmada
  • Infecção genital ativa
  • Câncer de colo uterino em fase avançada (em alguns casos)

Histeroscopia na fertilidade feminina

Mulheres em investigação de infertilidade frequentemente são beneficiadas pela histeroscopia. Ela pode identificar e tratar alterações que dificultam a implantação embrionária ou a manutenção da gravidez, como:

  • Pólipos e miomas submucosos
  • Aderências (sinéquias)
  • Alterações anatômicas (septo, útero bicorno)
  • Resíduos pós-aborto ou pós-parto

Além disso, muitas clínicas de reprodução assistida solicitam o exame como parte do protocolo pré-FIV (fertilização in vitro).

Histeroscopia após a menopausa

Sangramento vaginal após a menopausa deve sempre ser investigado. A histeroscopia permite:

  • Avaliação do endométrio
  • Coleta de biópsia para exclusão de lesões malignas
  • Exclusão de pólipos, miomas ou hiperplasia

Nessas pacientes, a abordagem deve ser delicada, respeitando as condições hormonais e anatômicas dessa fase da vida.

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